terça-feira, 4 de dezembro de 2007

"Senhores" e "Senhoras" nas salas de bate-papo BDSM na net.


Quando entro nas salas de bate-papo SM da internet fico profundamente irritado. Os nicks que a maioria das pessoas usam são simplesmente ridículos. Vejo um monte de lordes, ladies, misters, rainhas, etc. Sinceramente acho que não passam de um bando de lunáticos que pensam que vivem num conto de fadas. Não passam de uma turba de ridículos que exigem que seus parceiros (ou parceiras) os tratem como senhores ou senhoras.

Mesmo quando era pequeno, jamais ousei chamar os meus pais de senhor ou senhora. Sempre os tratei de forma respeitosa e carinhosa, como camarada papai e camarada mamãe. Meus pais somente empregavam o termo senhor de maneira jocosa, geralmente antes do nome de alguém que iam criticar, ou, quando iam dar-me alguma bronca por ter feito alguma travessura. Desta forma, para mim, o termo senhor sempre soou como uma grave ofensa.

O problema é que todos estes pronomes de tratamento denotam dominação de classe. Jamais admiti que alguma de minhas mulheres me referissem à mim como senhor, pois sempre achei este termo ofensivo. Sempre exigi que minhas mulheres me tratassem por camarada. As revoluções burguesas do século XVIII e XIX puseram fim à Era da Nobreza mas, a burguesia decadente em busca de sua legitimação política, tenta diferenciar-se da massa do povo assumindo uma postura aristocrática, ou seja, assumindo os modos e costumes da antiga classe dominante. Assim desconfio que a maioria das pessoas que freqüentam estas salas de bate-papo não passam de uma horda de pequeno-burgueses degenerados.

O mais absurdo ainda é que algumas destas pessoas dizem ser sexualmente dominadores. Acontece que isto é impossível, uma vez que, devido a sua condição burguesa, faltam-lhes virilidade para isto! ... tudo bem ... se estes burgueses desejam tanto serem nobres, acho que como forma de realizar-lhes um último desejo, deveríamos guilhotiná-los ao invés de colocá-los diante do pelotão de fuzilamento!

Mas tem coisa pior ainda. Nas salas de bate-papo SM é possível encontrar mulheres que se dizem dominadoras. Isto é algo que atenta contra a própria natureza da alma feminina que, é naturalmente submissa. O problema é que estas mulheres são vítimas de uma cruel realidade determinada pela sociedade capitalista. Vivem em um insidioso apartheid social, somente tendo contato com homens de seu meio social, ou seja, com homens burgueses de gestos delicados e totalmente desprovidos de virilidade. Desta forma, em nome do capital, estas pobres mulheres são cruelmente obrigadas violentarem à si próprias, através da negação e do sacrifício da condição feminina.

O grande problema destas mulheres é que, não tendo contato com o proletariado, jamais tiveram oportunidade de conhecer um homem de verdade. Não acho que elas deveriam se fuziladas ou guilhotinadas, porque sinceramente acho que são vítimas da sociedade burguesa contemporânea e, portanto, seres dignos de compaixão. Elas devem ser persuadidas a servir ao proletariado e a submeterem-se ao Poder Popular, mediante a ação pedagógica do chicote stalinista.

Saudades...


Ah! Que saudades dos meus inocentes anos de infância!!!

Lembro-me dos 1º de maio de minha época de 12 ou 13 anos. Era o Dia do Trabalhador e eu, quase um adolescente, mas ainda criança, ficava extasiado diante dos noticiários que passavam em todas as emissoras de TV, sobre as festividades desta data, nos países do assim chamado bloco socialista.

Diante de meus olhos desfilavam as imagens das tropas que orgulhosamente marchavam em Havana, Pekin e Moscou. Ficava particularmente emocionado quando via o desfile de nossas Brigadas de Combate de Mísseis Estratégicos na Praça Vermelha, ao lado do Kremlin.

- Nós trabalhadores tínhamos uma pátria, a URSS! A pátria dos trabalhadores!!! – pensava eu. E não era uma pátria qualquer, era uma pátria que possuía poder nuclear suficiente para fritar os porcos do ocidente capitalista!

Ficava imaginando como os capitalistas de todo o mundo deveriam tremer diante de nossa demonstração de força. Como gigantescos símbolos fálicos desfilavam os nossos mísseis sobre os transportadores blindados. Acredito que os capitalistas tremiam diante de nossa demonstração de força proletária, porque temiam não apenas por suas vidas abjetas, mas também pelas vidas de suas mulheres e filhas. Tudo bem que, se ocorresse um conflito nuclear, talvez toda a humanidade viesse a perecer, mas, como dizia o meu pai, o que nós teríamos a perder?, afinal de contas, nós proletários nada temos a perder, a não ser os nossos grilhões! Sinceramente, não me importava em ser pulverizado por uma explosão nuclear ou em morrer lentamente vitimado pela radiação, desde que, os porcos capitalistas fossem enviados ao inferno!

Passaram-se os tempos. Hoje a minha tão sonhada guerra nuclear (da qual poderíamos vencer!) não ocorreu. Em minha memória ficaram as minhas inocentes fantasias infantis, na qual sonhava poder apertar os botões e assistir Washington ser consumida num gigantesco cogumelo nuclear.

Saudades! Quantas saudades!

Campo de Reeducação SM Revolucionário


Acabei de adquirir uma pequena chácara no interior de SP. Possui uma pequena e confortável casa (para mim), um canil, chiqueiro e um curral para as minhas “hóspedes”. Tem um pequeno lago (que pretendo transformá-lo num campo de arroz), um galpão e um brejo.


Sempre achei que “ar puro, alimentação saudável e exercício físico” podem ser úteis para a recuperação das renegadas pequeno-burguesas do Ocidente capitalista. Assim estou transformando esta chácara num “Campo de Reeducação”. Lá vocês poderão trabalhar 16 horas por dia, abrindo valetas para drenar o brejo, sob a minha supervisão e chicotadas. Já estou providenciando também um sistema de alto-falantes para que possam ouvir músicas, hinos e discursos revolucionários, como forma de incentivo ao trabalho.

À noite, as “reeducandas” reunidas no galpão, poderão deliciar-se de uma pequena cuia de arroz chinês e alimentar o espírito com a leitura dos clássicos do Marxismo-Leninismo, também sob a minha supervisão e chicotadas.

O que estou propondo é uma espécie de “Spa SM Revolucionário”, onde vocês, pobres renegadas pequeno-burguesas, terão além de exercícios físicos, uma alimentação saudável e, principalmente, “reeducação” através da “dor, prazer e sexo”.

Chicoteemos as renegadas burguesas!


Quando era quase um adolescente, ficava imaginando por que os porcos capitalistas do Ocidente decadente nos temiam tanto. Tudo bem que nós, trabalhadores de todo o mundo, tínhamos uma pátria com uma formidável força combatente de potencial nuclear, mas sempre achei que a paranóia anticomunista era por demais exagerada. Estava hoje pela manhã meditando a este respeito e concluí que isto deve ter alguma explicação psicológica.

Sempre achei que os elementos degenerados da burguesia careciam de virilidade. Não sei porque isto ocorre - e desconfio que nem Freud saberia explicar! - mas isto é um fato inquestionável. Sinceramente acredito que os burgueses não são muito, como poderia dizer, - chegados à mulheres -. Acho que eles costumam casar-se, constituir família e ter filhos apenas para reproduzirem-se enquanto classe.

Creio que de forma inconsciente os capitalistas sabem que não queremos apenas destruir a sacrossanta propriedade privada. Sabem que queremos muito mais do que isto! Além de suas propriedades queremos possuir suas filhas, mães e esposas.

Acho que era isto que os incomodava tanto! Acredito que eles deveriam ficar profundamente irritados quando percebiam que suas esposas e filhas ficavam excitadas, quando viam os nossos camaradas orgulhosamente desfilando pela Praça Vermelha!

Tudo bem que as mulheres da burguesia nos temiam também. Mas acredito que elas nos temiam porque inconscientemente nos desejavam e, nos desejavam porque nos temiam. Fico imaginando o grau de excitação que devíamos provocar nelas, quando viam os nossos gigantescos mísseis nucleares avançando pela Praça Vermelha sobre os nossos transportadores blindados.

Pobres mulheres burguesas, casadas com homens de gestos delicados e desejando serem possuídas pelo rude falo proletário. Corroídas pela culpa, acredito que toda mulher burguesa normal deva desejar ardentemente as carícias de um bom chicote stalinista. Sim, acredito que todas elas tem desejos masoquistas reprimidos e inconscientes, como forma de expiar os seus sentimentos coletivos de culpa de classe!

Portanto... Chicote nelas!

Aparentemente um inocente brinquedo...


Ideologia é a principal mercadoria que é traficada pelos porcos burgueses do Ocidente capitalista. A perversa crueldade desta insana classe social não tem limites. Sequer poupam as pobres crianças da cruel propaganda capitalista que fazem.

Ao longo de décadas, centenas de milhares de meninas foram vítimas da propaganda ideológica inserida num aparentemente inocente brinquedo infantil. Trata-se da Boneca Barbie. Através desta boneca, os capitalistas tentam propagar a idéia que, o degenerado modo de vida burguês é algo natural, normal e desejável.

Nos kits desta boneca, a inutilidade do modo de vida burguês é glamourizado. Automóveis de luxo, imitações de roupas caras, piscinas etc., fazem parte destes kits. Entretanto, o que a insidiosa propaganda capitalista esquece de dizer é que, este modo de vida só é possível através da cruel opressão e exploração do proletariado.

Muito diferentes são as meninas da República Popular do Vietnã. Lá a boneca mais cobiçada é a boneca Nguyen. O modelo mais popular é aquele que ela aparece com trajes guerrilheira vietcong (a imagem da guerrilheira vietcong é, no Vietnã, o símbolo máximo da guerra de resistência do povo vietnamita contra os agressores imperialistas estadunidenses). Também existem outras versões da boneca Nguyen: Uma delas vestida com o uniforme dos Operários de Serviços de Guerra (uma delas empurrando uma bicicleta carregada com abastecimentos, e outra com um equipamento de rádio nas costas e, nas mãos cabos telefônicos e ferramentas nos cintos), outra com o uniforme da Juventude de Choque. Recentemente saiu uma nova versão, com a Nguyen vestida com o uniforme de membro das unidades da defesa antiaérea de Hanoi, que durante a guerra abateram, entre outras aeronaves inimigas, 25 bombardeiros B-52!!!

Quão felizes devem ser as crianças vietnamitas, protegidas da barbárie da propaganda capitalista e, educadas dentro dos saudáveis valores de uma radiante sociedade socialista! ... quanto as decadentes e burguesas bonecas Barbie ... paredão para elas!

Prostituição planificada pelo Estado.


No post anterior, fiz uma relação história entre o Capitalismo e a prostituição. Mas como seria a prostituição legalizada num país socialista? Por experiência histórica, todos sabemos que os países socialistas sempre combateram rigorosamente a prostituição. Mas será que não é uma atitude autoritária reprimir uma das profissões mais antigas da história da Humanidade?

Durante os turbulentos anos de Revolução Russa, uma das promessas de Lênin que convenceu o povo a lutar pelo socialismo foi de dar a todos "Paz, Terra e Pão". Porém, hoje em dia, o proletariado é muito mais exigente; camponeses e proletários, além das necessidades básicas, precisam de álcool, sacanagem e muita putaria.


Proponho uma complexa tese marxista-leninista sobre a prostituição planificada pelo Estado. Após a nossa revolução socialista, construiremos grandes puteiros públicos. Todas mulheres que decidam tornar-se prostitutas devem comparecer ao Ministério do Trabalho para declarar o seu interesse (lembrando-se que será por pura e espontânea vontade pessoal, e não será levada a esta condição por motivos sociais, já que a Constituição Socialista garantirá a todos os cidadãos emprego, pensão, habitação, segurança, um sistema de educação e de cuidados de saúde excelente e gratuito e serviços públicos livres). O Ministério do trabalho estabelecerá um determinado preço para o serviço sexual, que sirva tanto de benefício para as putas como também acessível para camponeses e proletários. O Ministério, além de tudo, também se encarregará de ensinar para todas as prostitutas as regras de conduta básicas, formas de prevenção de DSTs, etc... O Estado obrigará que todas as prostitutas se submetam a exames médicos mensalmente(que lógicamente serão gratuitos), para assim, evitar a propagação de determinadas DSTs. As prostitudas que forem diagnosticadas com alguma doença sexualmente transmissível, serão exportadas para os países capitalistas, para assim, atrair divisas. Será como matar dois pássaros com apenas um tiro.


As prostitutas, caso exercerem a sua profissão de forma independente, serão severamente castigadas e deverão ser persuadidas a servir ao proletariado e a submeterem-se ao Poder Popular, mediante a ação pedagógica do chicote stalinista.

Capitalismo e Prostituição.


Ainda lembro-me daquelas frias, porém alegres, manhãs moscovitas dos anos 80; todos os dias acordava e lia orgulhosamente todas as fantásticas matérias do jornal soviético "Pravda". Notícias sobre a exploração científica do universo, a emancipação de operários e camponeses, a luta contra a opressão mundial, casos de espionagem, etc... Mas, particularmente, sempre me fixava detalhadamente nos altos índices de prostituição nos degenerados países do Ocidente Capitalista.

Obviamente, também existiam prostitutas no bloco Oriental. Era comúm ver algumas prostitutas deambularem pelo centro de Moscou a partir da era Brejnev, ou então, até hoje, podemos ver uma enorme quantidade de prostitutas nas principais cidades cubanas. Porém, com a chegada dos tempos modernos, a prostituição adotou uma nova concepção; a prostituição de luxo, onde a prostituta já não é mais aquela garota miserável que, ao não conseguir satisfazer suas necessidades primárias, é obrigada a prostituir-se. Estas prostitutas, pelo contrário, são escravas do capital e foram contaminadas pela cruel "
cultura do consumismo". Na modernidade, muitas delas se prostituem com o objetivo de comprar uma série de mercadorias de luxo, viver em lugares requintados, etc... Sim, até mesmo certas mulheres do bloco socialista foram envenenadas com esta mesma corrente ocidental, desde que os novos governantes soviéticos começaram a se corromper, abandonando os velhos princípios da "Revolução Cultural" e deixando de lado o eficaz costume didático das "Instituições Correccionais de Comportamento", também conhecidas como Gulags. Uma burocracia começou a crescer rapidamente para satisfazer os privilégios de uma já existente burocracia em expansão.


Mas mesmo durante a burocratização e grave crise econômica soviética (os anos terminais da URSS), o índice de prostituição jamais se comparou aos altos índices dos países capitalistas. Anos mais tarde, após alguns degenerados bebedores de
Coca-Cola terem derrubado o muro de Berlim, já era possível ver uma enorme quantidade de prostitutas. Com a chegada do Capitalismo, a explosão da prostituição por toda a Europa Oriental surpreende a todos que transpõem a antiga "Cortina de Ferro". Para aqueles que, por terra, viajam da Alemanha unificada para a República Tcheca, por exemplo, a longa fila de prostitutas que oferecem seus serviços ao longo dos dois lados da estrada que se abre a partir da fronteira oriental da Comunidade Européia é a constatação mais impactante de que novos tempos chegaram, não necessariamente melhores em seu conjunto. Processos semelhantes acometem países como a Polônia, nos quais o turismo sexual explode como modernidade.


Apesar da prostituição ser uma instituição anterior ao capitalismo, ela assumiu características próprias nesse novo contexto social, tomando proporções diferentes, principalmente se for levada em conta a vida na cidade.
Numa hipotética sociedade pré-capitalista (portanto, sem a existência de um "patrão"), as prostitutas tinham condições de vida e de trabalho diferenciadas: exerciam o seu ofício de forma independente, moravam nas suas próprias casas, podiam escolher com quem ter relações sexuais e, como tudo que ganham lhes pertence, recebem menor número de homens. Com o surgimento de um Capitalismo primitivo, surge o papel do "patrão" e das "prostibuladas". As prostibuladas eram obrigadas a receber aqueles que freqüentavam o bordel e os donos do local não lhes concedem repouso, existindo um excesso de trabalho. Com o passar do tempo, a prostituição criou um mercado especial, o tráfico de mulheres, que no final do XIX e no início do século XX, foi reprimido de forma constante pelo aparelho de Estado, alegando-se um volume muito grande de estrangeiras entre as prostitutas. Pobre daqueles homens que jamais tiveram a oportunidade de conhecer uma mulher soviética, livre de qualquer ambição materialista e apenas desejando ser possuída pelo rude falo proletário. Pobre daqueles homens que jamais tiveram a oportunidade de conhecer uma mulher nascida numa radiante sociedade socialista, conservando seus mais íntimos instintos femininos! Desde que comecei a viver num sistema capitalista, notei claramente a diferença comportamental de seus cidadãos, constatando o enorme poder que um determinado modo de produção exerce nos costumes da população. Para provar tal afirmação, farei um breve resumo de diferentes modos de produção, relacionando-os com a atitude sexual de seus integrantes, enfocando principalmente a análise materialista da história, que Marx, falecido em 1883, não pudera terminar. Segundo a teoria marxista, na concepção materialista, o fator culminante da história é a produção e a reprodução da vida imediata. Mas essa produção e essa reprodução são de dois tipos: por um lado, a produção dos meios de subsistência, por outro lado, a produção do homem próprio, a continuação da espécie.

Numa determinada sociedade primitiva, os seres humanos viviam em promiscuidade sexual. Com esse tipo de relacionamento não era possível estabelecer, de forma exata, a paternidade, a não ser pela linha feminina, segundo o direito materno. Isso ocorria com todos os povos. Em razão disso, as mulheres eram os únicos progenitores conhecidos da nova geração, merecedoras de grande respeito e apreço, alcançando o domínio absoluto. Isso prova a superioridade das uniões por grupos, nas quais todas as mulheres podiam pertencer a todos os homens. Em conseqüência, os bens produzidos também eram compartilhados por todos, enquanto as mulheres recebiam grande consideração e respeito, por serem as únicas reconhecidas como geradoras da prole.


Mas com o passar do tempo, a sociedade passou a adotar a monogamia, em que a mulher se relacionava com apenas um homem. Com os desenvolvimento da agricultura e da ganaderia, os povos passaram a uma vida sedentária, pastoreando seus rebanhos e cultivando terras, abandonando assim, a vida de nómadas. Com esta nova situação, a enorme produção agrícola e de bens dotados de certa durabilidade e riqueza, representada pelos rebanhos, a quem pertenceria? Num primeiro instante, não há dúvidas que toda esta riqueza pertencia à comunidade. Porém, cedo deve ter-se desenvolvido a propriedade privada dos rebanhos, a qual, segundo os relatos históricos, era atribuída aos chefes de família. A transformação dessas riquezas em propriedade particular das famílias representou um golpe no matrimônio e na comunidade baseada no matriarcado. Assim sendo, as leis foram bruscamente mudadas, pertencendo, a partir deste mesmo instante, todos os bens ao sexo masculino.

Segundo as palavras de Engels: "
o desmoronamento do direito materno foi a grande derrota histórica do sexo feminino em todo o mundo. o homem apoderou-se também da direção da casa; a mulher viu-se degradada, convertida em servidora, em escrava da luxúria do homem, em simples instrumento de reprodução".
Segundo Engels, a monogamia teria sido "a primeira forma de família que não se baseava em condições naturais, mas econômicas e, em concreto, no triunfo da propriedade privada sobre a propriedade comum primitiva, originada espontaneamente. Os gregos proclamavam abertamente que os únicos objetivos da monogamia eram a preponderância do homem na família e a procriação de filhos que só pudessem ser seus para dele herdarem".

Concluindo, a mulher, ao passar a ser completamente subordinada aos interesses econômicos masculinos, tornou-se historicamente uma dependente do capital ou, em outras palavras, escrava do capital; passou a ter como única saida relacionar-se com um homem adinheirado, prostuindo a sua natureza feminina. De certa forma, podemos ver que a prostituição está fortemente relacionada com a cultura capitalista; prostituta não é apenas aquela que faz ponto na rua, mas também aquelas mulheres que sacrificam os mais puros desejos e sentimentos femininos e passam o resto de suas vidas com um burguês pomposo incapaz de satisfazê-las sexualmente. Como já disse inúmeras vezes, o grande problema destas mulheres é que, como apenas aspiram a relacionar-se com um homem adinheirado (ou seja, um burguês pomposo de gestos afeminados), jamais terão a oportunidade de conhecer um homem de verdade, ou seja, um proletário. Desta forma, durante o capitalismo, surgiu uma espécie de
apartheid social onde as mulheres burguesas foram cruelmente obrigadas a sacrificar a sua condição feminina, relacionando-se apenas com homens do mesmo patamar social (homens de heterossexualidade duvidosa).

Quem são as mais putas na cama? Burguesas ou proletárias?


Na minha vida tive a oportunidade de conhecer mulheres de diferentes classes sociais, assim sendo, creio que estou apto para comentar sobre esta curiosa questão: “Quem são melhores na cama??? Burguesas ou proletárias???” Mas para que esta questão seja respondida devidamente, antes explicarei alguns aspectos do sistema capitalista, além de contar algumas experiências de vida.

No nosso atual sistema capitalista, a grande maioria das mulheres burguesas 'discriminam' homens da classe trabalhadora. Em outras palavras, eu diria que elas se isolam dos homens da classe trabalhadora, criando assim um apartheid social. Eu, embora seja um humilde ser de raízes proletárias, o meu destino me obrigou a integrar-me na degenerada classe pequeno-burguesa do Ocidente Capitalista. E consequentemente, ainda quando era jovem e estava começando minha carreira com sérias dificuldades financeiras, muitas vezes me sentia derrotado e complexado socialmente... O sistema capitalista e o materialismo pode confundir qualquer mente, mas ao retornar à casa, lia os clássicos do Marxismo-Leninismo que iluminavam os meus pensamentos e me faziam voltar a trilhar o glorioso caminho do socialismo.

Vou explicar brevemente porque o meu destino me levou a integrar-me na degenerada classe burguesa. Desde pequeno, os meus queridos pais(os quais foram injustamente perseguidos e torturados por ''crimes políticos'' durante a ditadura militar) sempre me aconselhavam usando o determinismo econômico marxista: -“Meu filho, somos de uma família humilde, e você, usando os nossos poucos recursos, terá que estudar dez vezes mais que os porcos burgueses, caso você queira ter pelo menos a metade da preparação e oportunidades que eles terão.” Depois de uma rigorosa e disciplinada educação dada pelos meus pais, decidi seguir este conselho; consegui entrar numa universidade pública ''de prestígio'', que na teoria deveria estar ao serviço de estudantes sem renda, mas que na realidade está repleta de mauricinhos e patricinhas. Eu, como único representante da classe trabalhadora do meu curso, fui obrigado a me relacionar com os outros alunos da degenerada classe pequeno-burguesa. E logo, comecei a frequentar ambientes de trabalho burgueses. E consequentemente, fui 'discriminado' diversas vezes por ter uma origem social tão humilde.

Mas não estou falando de uma discriminação carnal, pois as mulheres burguesas ao não ter contato com o proletariado, jamais tiveram a oportunidade de conhecer um homem de verdade, e ao surgir um proletário infiltrado em sua seleta camada social, elas dificilmente resististem os desejos carnais e costumam ser possuidas pelo rude falo proletário. Acredito que as mulheres burguesas deveriam ficar excitadas, quando viam os nossos camaradas proletários orgulhosamente desfilando pela Praça Vermelha! Tudo bem que as mulheres da burguesia nos temiam também. Mas acredito que elas nos temiam porque inconscientemente nos desejavam e, nos desejavam porque nos temiam.

A discriminação que estava me referindo é a social(e não a carnal!). Num determinado encontro em alguma balada a mulher burguesa, em alguns casos, dificilmente resistirá os encantos proletários; a discriminação começa quando você vai levar ela para um motel e ela percebe que você tem um Lada de 1991, ou então quando ela não quer te apresentar para os seus pais... As mulheres burguesas muitas vezes se esquecem de que nós trabalhadores também temos sentimentos... Uma ínfima parte das ''patricinhas'' reconhecem o seu labor por gastar o seu suado dinheiro num motel acima do seu padrão. Como diz o ditado, ''quem gosta de homem é viado, mulher gosta de dinheiro''. Este ditado jamais seria imaginado nos países que seguiam o radiante caminho do socialismo; prova de que o capitalismo distorciona os nossos desejos e sentimentos mais puros.

Mas, infelizmente, as minhas noites com as mulheres burguesas nunca foram tão boas quanto as noites com as proletárias. Logo percebi que a maioria das mulheres burguesas só costumam se relacionar com homens da mesma classe social, ou seja, seres que carecem de virilidade e que, portanto, não são muito, como poderia dizer, chegados à mulheres. Acho que eles costumam casar-se, constituir família e ter filhos apenas para reproduzirem-se enquanto classe. Assim sendo, as mulheres burguesas carecem de um bom professor e dominador. Eis a minha função social, transformar mulheres da degenerada classe burguesa em proletárias devassas, através da ação pedagógica do chicote stalinista.