
No post anterior, fiz uma relação história entre o Capitalismo e a prostituição. Mas como seria a prostituição legalizada num país socialista? Por experiência histórica, todos sabemos que os países socialistas sempre combateram rigorosamente a prostituição. Mas será que não é uma atitude autoritária reprimir uma das profissões mais antigas da história da Humanidade?
Durante os turbulentos anos de Revolução Russa, uma das promessas de Lênin que convenceu o povo a lutar pelo socialismo foi de dar a todos "Paz, Terra e Pão". Porém, hoje em dia, o proletariado é muito mais exigente; camponeses e proletários, além das necessidades básicas, precisam de álcool, sacanagem e muita putaria.
Proponho uma complexa tese marxista-leninista sobre a prostituição planificada pelo Estado. Após a nossa revolução socialista, construiremos grandes puteiros públicos. Todas mulheres que decidam tornar-se prostitutas devem comparecer ao Ministério do Trabalho para declarar o seu interesse (lembrando-se que será por pura e espontânea vontade pessoal, e não será levada a esta condição por motivos sociais, já que a Constituição Socialista garantirá a todos os cidadãos emprego, pensão, habitação, segurança, um sistema de educação e de cuidados de saúde excelente e gratuito e serviços públicos livres). O Ministério do trabalho estabelecerá um determinado preço para o serviço sexual, que sirva tanto de benefício para as putas como também acessível para camponeses e proletários. O Ministério, além de tudo, também se encarregará de ensinar para todas as prostitutas as regras de conduta básicas, formas de prevenção de DSTs, etc... O Estado obrigará que todas as prostitutas se submetam a exames médicos mensalmente(que lógicamente serão gratuitos), para assim, evitar a propagação de determinadas DSTs. As prostitudas que forem diagnosticadas com alguma doença sexualmente transmissível, serão exportadas para os países capitalistas, para assim, atrair divisas. Será como matar dois pássaros com apenas um tiro.
As prostitutas, caso exercerem a sua profissão de forma independente, serão severamente castigadas e deverão ser persuadidas a servir ao proletariado e a submeterem-se ao Poder Popular, mediante a ação pedagógica do chicote stalinista.
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