
Quando era quase um adolescente, ficava imaginando por que os porcos capitalistas do Ocidente decadente nos temiam tanto. Tudo bem que nós, trabalhadores de todo o mundo, tínhamos uma pátria com uma formidável força combatente de potencial nuclear, mas sempre achei que a paranóia anticomunista era por demais exagerada. Estava hoje pela manhã meditando a este respeito e concluí que isto deve ter alguma explicação psicológica.
Sempre achei que os elementos degenerados da burguesia careciam de virilidade. Não sei porque isto ocorre - e desconfio que nem Freud saberia explicar! - mas isto é um fato inquestionável. Sinceramente acredito que os burgueses não são muito, como poderia dizer, - chegados à mulheres -. Acho que eles costumam casar-se, constituir família e ter filhos apenas para reproduzirem-se enquanto classe.
Creio que de forma inconsciente os capitalistas sabem que não queremos apenas destruir a sacrossanta propriedade privada. Sabem que queremos muito mais do que isto! Além de suas propriedades queremos possuir suas filhas, mães e esposas.
Acho que era isto que os incomodava tanto! Acredito que eles deveriam ficar profundamente irritados quando percebiam que suas esposas e filhas ficavam excitadas, quando viam os nossos camaradas orgulhosamente desfilando pela Praça Vermelha!
Tudo bem que as mulheres da burguesia nos temiam também. Mas acredito que elas nos temiam porque inconscientemente nos desejavam e, nos desejavam porque nos temiam. Fico imaginando o grau de excitação que devíamos provocar nelas, quando viam os nossos gigantescos mísseis nucleares avançando pela Praça Vermelha sobre os nossos transportadores blindados.
Pobres mulheres burguesas, casadas com homens de gestos delicados e desejando serem possuídas pelo rude falo proletário. Corroídas pela culpa, acredito que toda mulher burguesa normal deva desejar ardentemente as carícias de um bom chicote stalinista. Sim, acredito que todas elas tem desejos masoquistas reprimidos e inconscientes, como forma de expiar os seus sentimentos coletivos de culpa de classe!
Portanto... Chicote nelas!
Um comentário:
Gostaria de deixar um poema para meu amado Senhor e Dono, Camarada Sádico:
Meu amado Camarada
Quando o Senhor vem me dar uma palmada?
Já estou toda molhada,
Só de imaginar a cacetada.
Sou sua,
Uma fêmea no cio e nua,
O dia todo gritando feito catatua.
Camarada,
Eu passo o dia com a língua enfiada na tomada,
Pensando na nossa próxima trepada,
Me esfregando naquela almofada!
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