
Mesmo quando era pequeno, jamais ousei chamar os meus pais de senhor ou senhora. Sempre os tratei de forma respeitosa e carinhosa, como camarada papai e camarada mamãe. Meus pais somente empregavam o termo senhor de maneira jocosa, geralmente antes do nome de alguém que iam criticar, ou, quando iam dar-me alguma bronca por ter feito alguma travessura. Desta forma, para mim, o termo senhor sempre soou como uma grave ofensa.
O problema é que todos estes pronomes de tratamento denotam dominação de classe. Jamais admiti que alguma de minhas mulheres me referissem à mim como senhor, pois sempre achei este termo ofensivo. Sempre exigi que minhas mulheres me tratassem por camarada. As revoluções burguesas do século XVIII e XIX puseram fim à Era da Nobreza mas, a burguesia decadente em busca de sua legitimação política, tenta diferenciar-se da massa do povo assumindo uma postura aristocrática, ou seja, assumindo os modos e costumes da antiga classe dominante. Assim desconfio que a maioria das pessoas que freqüentam estas salas de bate-papo não passam de uma horda de pequeno-burgueses degenerados.
O mais absurdo ainda é que algumas destas pessoas dizem ser sexualmente dominadores. Acontece que isto é impossível, uma vez que, devido a sua condição burguesa, faltam-lhes virilidade para isto! ... tudo bem ... se estes burgueses desejam tanto serem nobres, acho que como forma de realizar-lhes um último desejo, deveríamos guilhotiná-los ao invés de colocá-los diante do pelotão de fuzilamento!
Mas tem coisa pior ainda. Nas salas de bate-papo SM é possível encontrar mulheres que se dizem dominadoras. Isto é algo que atenta contra a própria natureza da alma feminina que, é naturalmente submissa. O problema é que estas mulheres são vítimas de uma cruel realidade determinada pela sociedade capitalista. Vivem em um insidioso apartheid social, somente tendo contato com homens de seu meio social, ou seja, com homens burgueses de gestos delicados e totalmente desprovidos de virilidade. Desta forma, em nome do capital, estas pobres mulheres são cruelmente obrigadas violentarem à si próprias, através da negação e do sacrifício da condição feminina.
O grande problema destas mulheres é que, não tendo contato com o proletariado, jamais tiveram oportunidade de conhecer um homem de verdade. Não acho que elas deveriam se fuziladas ou guilhotinadas, porque sinceramente acho que são vítimas da sociedade burguesa contemporânea e, portanto, seres dignos de compaixão. Elas devem ser persuadidas a servir ao proletariado e a submeterem-se ao Poder Popular, mediante a ação pedagógica do chicote stalinista.
6 comentários:
Gostei di + do seu site!!!!!! Fikei molhadinha lembrando de Vc, terminei o Manifesto do Partido Comunista e estou soh eperando Você marcar o dia do exame. Kero agradecer pelo exame do kapítulo III ki Vc me aplikou na semana passada, foi o dia mais feliz de minha vida, nunca gozei tanto e nunca vou me eskecer de como eh bom lamber as botas de meu amado Camarada Komissário du Povu e de komo é maravilhoso receber as suas xicotadas enquanto sou obrigada a recitar trexos dos maiores pensadores que a humanidade jah konheceu!
Eu era uma renegada pequeno-burguesa, mais a kulpa não era minha, eu era cega mais você iluminou a minha vida com a radiante luiz ki emana da ideologia do proletariado, eu simplesmente nunca soube antes o que era sentir prazer até me entregar ao poder do falo proletário.
Kero agradecer por tudu ki me proporcionou e, ansiosa por me submeter a meu kerido e amado Camarada Komissário do Povu, aguardo as suas
ordens. Com amor:
patty
seu site fikou xow!
Que lindo trabalho este do teu blog. Quanto orgulho sinto por ser tua! Hoje, tu vistes o quanto gozei enquanto lia o Capítulo V do Volume III do Capital amarradinha aos teus pés, ajoelhada e lambendo tuas botas, enquanto tu me chicoteavas e castigavas por ter sido uma menininha pequeno-burguesa! Tu és a razão da minha existência!
deixo aqui as minhas saudações ao amigo, camarada. e sobrinho por adoção...
Maestro Alex
seu link já esta no meu blog
Concordo com o texto é realmente absurdo o modo como as pessoas se denominam nas salas de BP de mais ainda como se portam ao se disserem adeptos do BDSM. Adora, camarada papai e camarada mamãe também já é demais. KKKKKKKKKKK
Também não fui educada chamando meus pais de "senhor" e "senhora" nem educo meu filho desta forma. Isto aproxima e cria condições para uma total liberdade entre as pessoas.
Respeito a liturgia, tendo a certeza de que vai evoluir para tal.
Adorei quando disse "O mais absurdo ainda é que algumas destas pessoas dizem ser sexualmente dominadores. Acontece que isto é impossível, uma vez que, devido a sua condição burguesa".
De fato, muitos trintões, quarentões e cinquentões burgueses não se dão conta das bobagens que falam e do comportamento ridículo que reproduzem.
Que bom ter seu blog entre nós!
Lambidas e beijos!
Nem consegui terminar de ler seu post, isso e uma ofensa a ‘nos’ praticantes do BDSM, se o ‘senhor’ (como você disse, trato de modo ofensivo) pensa que esta fazendo um bem postando essas baboseiras, sobre algo que você supostamente sabe, engana-se.
O trato de ‘senhor’ no BDSM e por respeito e lealdade, por que nos Botton’s (se não sabe o que significa essa palavra, mostra que não sabe nada sobre ‘nos’), amamos chamar nossos Donos de Senhor, Milord, Lordes, Ladies, Misters, Rainhas, Reis, Etc (poderia ficar horas falado desses pronomes de tratamento), isso que você acha ridículo para mim e para muitas pessoas, não digo só mulheres, homens também, pois a maioria do Top’s são mulheres, e não homens como a sociedade e gente sem informação que nem o ‘senhor’ pensa.
Você disse que e impossível uma mulher ser o Top da relação, e claro que e possível, tanto e possível quanto existe mais Top mulher do que homem, mas a sociedade machista pensa que não, eu sou submissa mas e por que minha alma e meu coração os são, conheço duas Top’s que tem mais de um botton, que consegue lidar com dois escravos, faculdade e emprego de meio expediente, a outra e empresaria, e a chefe de sua empresa.
Se o ‘senhor’ não chama os mais velhos senhor mostra que não tem respeito, duvido que não chame seu chefe de senhor fulando, se quando criança não chamava seu avo se senhor não me interessa, pois ainda hoje chamo o meu avo de ‘senhor’ .
Meu Top, e ‘Meu Mestre’, ‘Meu Senhor’ e ‘Meu Dono’.
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